2006 – me ajoelhei no box do banheiro e chorei

Só hoje eu criei coragem para publicar meu primeiro relato aqui, é pesado e tem mais outros relatos, mas não sei quando vou criar coragem pra publicar eles…

Esse é de quando eu era criança, 8 anos, e tinha um irmão mais velho que estava fazendo aniversário, ele estava fazendo de 12 anos. Vou chamar esse meu irmão de Y.
Ele era muito apegado ao nosso pai, mas o papai tinha se divorciado da mãe e quase nunca vinha nos ver, parece que a nova esposa dele não gostava de que ele viesse na casa da minha mãe… a única coisa que ele fazia era atender nossos telefonemas e prometer que iria vir no próximo aniversário, mas isso era muito raro.
Meu irmão ficou o dia todo sentado na varanda esperando o pai chegar, enquanto isso eu ficava brincando com os meus amigos e os amigos dele dentro de casa, correndo e pulando nos sofás. Depois de umas horas os pais e vôs das crianças começaram a chegar e o pessoal foi indo de um-em-um embora, e meu irmão perdeu toda a festa, ele ficou lá na varanda o dia todo chorando e esperando o papai.
Eu e o Y éramos melhores amigos, não brigávamos, não discutíamos, mesmo sendo irmãos nós parecíamos mais ‘namoradinhos’ (era o que todo mundo dizia) por estarmos sempre grudados um no outro e sermos fofinhos um com o outro. Por isso eu fui a única que foi correndo ficar do lado dele, nem mesmo minha mãe foi ajudar ele, ela estava cansada e subiu pra dormir, me mandou fechar e trancar a porta depois que Y entrasse.
Ele estava muito triste, eu nunca tinha visto ele assim, mas também percebi que ele estava bêbado, já que a minha mãe chamou algumas amigas dela também, que também eram mães divorciadas e com filhos e ficaram bebendo, e minha familia é mais do tipo que acha normal crianças de 12 ou 13 anos bebendo, acham que já tem idade, então provavelmente deram bebida pro meu irmão. Resultado: meu irmão encheu a cara.
Eu pedi pra ele entrar e ele fez, quase caindo e nem ficando em pé direito, mas entrou. Eu fechei a porta e tranquei e levei ele para o quarto, já que morávamos numa casa pequena, eu e ele tínhamos um quarto juntos e minha mãe tinha outro só pra ela; ele caiu na cama parecendo que ia morrer, de tanto que gemia e falava coisas que eu nem conseguia entender, mas já tive que lidar com isso com a minha mãe, então sabia que era só deixar ele lá até pegar no sono.
Fui tirando minha roupa, afinal eu não ia dormir com a roupa da festa e nem tenho vergonha do meu irmão! Nós tomávamos banho juntos, eramos crianças e ainda eramos irmãos de sangue.

Bem, quando eu tirei toda minha roupa e já estava desdobrando o pijama, ele me agarrou do nada pela minha cintura e me jogou na cama, dizendo que me amava muito e me chamando de ‘Maria Clara’, que Não é meu nome. Era o nome de uma menina que ele gostava na escola, mas nem ligava pra ele.
Y foi tirando a calça e abaixando a cueca e eu só chorava, não tinha a menor ideia do que ele queria, não sabia que dava pra um homem e uma mulher fazerem isso na época, eu era muito inocente e boba, só sei que em um momento eu, com a minha inocência, falei “não quero tomar banho agora, Y, você ta me deixando com medo!” e ele riu da minha cara e falou “banho?!” e riu mais ainda, como se me achasse uma retardada.
Me virou de costas para ele e não foi ‘lá’ que ele enfiou… foi no OUTRO buraco. E doeu tanto, porque estava seco e foi sem aviso, e eu ainda tentei contrair pra ver se ele parava, mas só fez com que doesse ainda mais! Não sei se ele colocou lá porque estava bêbado e errou, ou se não queria tirar minha virgindade, mas na hora eu desejei mil vezes que ele tivesse colocado no buraco certo, talvez doeria menos…
Ele foi se movendo e enfiando fundo dois dedos na minha boca pra que eu não gemesse alto, tão fundo que ele quase me fez vomitar algumas vezes. Eu sentia ele me rasgar lá atrás e pensei muitas vezes que iria morrer de tanto que doía e de tanto sangue que escorria pelas minhas pernas.
Quando Y enfim chegou no clímax dele, ele saiu de dentro de mim e caiu na cama cansado, colocou a calça bem mal colocada e nem conseguiu abotoar ela, depois pegou no sono e eu fui correndo me trancar no banheiro e me lavar. No começo eu já estava assustada com o tanto de sangue que escorria, não era tanto, escorria de poquinho em poquinho, mas não parava!! Depois de um tempo saiu uma gosma branca e eu fiquei tão assustada achando que isso vinha de mim, e que eu estava morrendo, que eu só sei que me ajoelhei no box do banheiro e chorei por um tempo, morrendo de medo.

Quando me acalmei e me vesti, deitei na minha cama normalmente e dormi, acordei com o Y me chacoalhando e perguntando por que tinha sangue no chão do quarto e se eu tinha sido machucada, eu contei pra ele sobre tudo com a maior inocência do mundo, e ele não ficou preocupado, fez cara de medo.. disse que melhores amigos guardavam segredos e que se fossemos mesmo melhores amigos era pra mim guardar esse segredo dele, não contar pra ninguém, nem mesmo pra mãe. Ele disse que eu ficaria bem e que tinha sido só um machucadinho, que depois de uns dia iria sarar, mas não era pra contar nunca sobre isso pra ninguém.
Eu fiquei meio quieta, admito que não acreditei logo de cara que iria sarar, estava doendo muito, mas ele pediu por favor e falou que se eu contasse, ele nunca mais iria nem olhar na minha cara. Acabei ficando quieta, a dor passou, minha bunda sarou e não saiu mais sangue, mas Y agia diferente comigo, sempre me chamava pra brincar de pega-pega e sempre os lugares que ele me tocava quando me pegava eram nos meus seios (que nem mesmo eu tinha, era totalmente liso) era na minha bunda, na parte da frente, algumas vezes ele até enfiava os dedos e dizia que tinha sido sem querer, e eu acreditava e continuava brincando com ele.
Tem mais uns relatos meus que eu gostaria de enviar, mas não sei quando vou ganhar coragem de escrever eles, talvez demore, mas vou escrever, preciso por tudo isso pra fora..