3 homens se esfregaram em mim dentro da balada – 2059

Se tem algo que sempre odiei foi balada. Odeio um monte de gente desconhecida, um lugar com som que vai deixar sequelas nos tímpanos, com certeza, todo mundo gastando salários em bebidas malfeitas pra arriscar encontrar alguns tipos esquisitos.

Bom, uma amiga conseguiu me convencer a ir com ela e umas vizinhas dela num desses locais, perto da PUC-PR e do Teatro do Paiol (Há anos, o local já fechou). Entrando lá, tinha uma espécie de palco no meio do caminho, onde as meninas subiam e ficavam dançando, se quisessem. Do nada, chega um me puxando pela mão e fala no meu ouvido que quer me dar um beijo. Já cortei de primeira e ele se afastou sem maiores alardes.

Logo depois disso, decidi ir buscar uma bebida. Fui até o balcão e enquanto esperava ser atendida veio um garoto e começou a puxar papo. Sorri, respondi e quando ele se achou no direito de tentar me beijar, virei a cara e fingi que ele não existia. Passados alguns segundos, ele volta com mais outros 2 amigos e, comigo de costas, e enquanto eu estava desesperada implorando pro barman me passar a bebida logo, os 3 começam a gritar no meu ouvido. Nada específico, apenas gritando mesmo.

Ninguém fez nada. O barman, as pessoas próximas, os seguranças. Ninguém fez nada.
Saí de lá extremamente nervosa. Meu estômago se revirou (Tenho gastrite nervosa) e vomitei toda a bebida. Só queria tomar banho e deitar. Minha amiga me pediu desculpas. Nunca mais voltei lá.
Como foi antes do Facebook ou de qualquer rede social com páginas específicas dos locais nunca reclamei publicamente. Se fosse hoje até processava o local pela falta de segurança.