Constrangimento – 311

Caso de constrangimento em posto de saúde:   311 – “Meu caso não ocorreu na rua, foi num posto de saúde. Tive uma hemorragia vaginal há uma semana, recebi um encaminhamento para uma ginecologista e devido a urgência, por haver vaga em um dia mais próximo. Quanto cheguei ao posto estranhei por não haver filas. Esperei em frente a sala, mas reparei que um bando de jovens também ficaram próximos à porta e começaram a falar em aula. Não quis acreditar no que eu pensei na hora e já adiantei p/ minha mãe, que me acompanhava que não aceitaria ser examinada na frente de 7 alunos, deles 5 homens. Minha raiva é que uma funcionária do posto veio falar comigo,segundo ela a médica não era paga nem pelo estado ou prefeitura, ela atendia no posto através de um convênio com uma faculdade particular de medicina. Que muita gente esperava meses por uma consulta com ela. Que não tinha nada demais os alunos lá, que eles vêem aquilo todo dia e todo aquele discurso me fazendo crer que aquilo era quase um privilégio. E que me importa se eles vêem ou deixam de ver? Ninguém me avisou disso. É meu corpo e eu não me sinto bem em sequer pensar em ficar com 7 pessoas fora a médica observando minhas partes íntimas. Falei com a médica, e ela também tentou me convencer, de modo bem mais sutil e não insistente. Quando recusei ela perguntou se eles poderiam ao menos observar o levantamento do caso (histórico de saúde, histórico familiar, queixa) e o exame feito posteriormente, à tarde. Aceitei e o trato foi cumprido, embora o constrangimento pela situação inicial não tenha passado  Minha raiva foi o modo que me trataram, que aquilo não era nada demais. E ainda ter que escutar que isso é “frescura”, “pudor besta de mulher”. Que todo dia mulheres eram examinadas e não viam nada demais. A médica e os estudantes não fizeram essa pressão, foi a funcionária do posto.”