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348 – “Uma vez tomei uma cantada na rua, mas o cara se arrependeu. Eu estava de TPM, tinha acabado de sair do trabalho puta da vida e um monte de outras coisas tinham dado errado naquele dia. No meio do caminho para a minha casa, tem um posto de gasolina no qual os frentistas sempre mexem com qualquer mulher que passa sozinha lá na frente. Normalmente eu até atravesso a rua pra evitar as cantadas, mas naquele dia eu tava tão estressada que até esqueci de fazer isso. Passei na frente desse posto e então um dos frentistas começou a me olhar com aquela cara nojenta e cantar “ela não andaaaa, ela desfilaaaaaa!”, daí não pensei duas vezes. Gritei “MEU PAU É MAIOR QUE O SEU, BABACA!” (sou mulher, mas né… esses caras escrotos sempre morrem de medo de passar cantada em travesti). O cara parou na hora, fez aquela cara de espanto que eles sempre fazem quando são enfrentados, e então todas as pessoas do posto que presenciaram começaram a rir dele. Desse dia em diante, nunca mais precisei atravessar a rua pra passar lá na frente, porque nunca mais mexeram comigo. Lavei minha alma nesse dia!”