Campinas, Corsa Branco placa CJO 1193 – 1157

1157 – Eu estudo na Unicamp e moro em um bairro com predominância de estudantes. Não sei se é por isso, ou se é por termos um grupo no facebook onde as pessoas compartilham qualquer violência vivida ou presenciada pelo bairro e consequentemente, fico sabendo de mais casos, mas nosso bairro parece ser muito inseguro, principalmente pra mulheres. São inúmeros casos de assédio e relatos de homens tentando forçar mulheres a entrar em carros. Coisa assustadora!

Hoje, estava voltando do supermercado e, já bem próximo à minha casa, um cara que dirigia um Corsa Branco placa CJO 1193 disse “Que buceta gostosa!” eu mostrei o dedo do meio e ele puxou o freio de mão do carro e desceu com postura ameaçadora, nisso um motoqueiro, que aparentemente o acompanhava, parou e também desceu da moto. Eu, que já estava relativamente longe deles, apressei o passo e garanti uma distância segura deles, que me permitiria correr até minha casa, caso necessário. Disse que ele era um babaca que assediava mulheres na rua e ainda por cima queria intimidar! Ele me disse que meu dedo do meio era lindo e que ele adoraria chupá-lo! Eu respondi que ele deveria dizer isso pra mãe dele, pra ver se ela gosta! E ele me disse que a mãe dele era uma freira, diferente de mim, que era uma vagabunda. Nesse momento, eu explodi! Disse que era vagabunda mesmo, e dava pra quem eu quisesse, contanto que não fosse babaca igual a ele e por isso, não aceitaria que ele me assediasse, disse que a buceta era minha e que eu amava ser vagabunda! Disse, disse com toda a voz que tinha na minha garganta, com toda a força que tinha no meu ser!

Não consigo entender essa coisa do cara, além de se sentir no direito de te falar o que quiser, ainda tentar te ~ofender~, chamar de vagabunda só porque você respondeu.

Enfim, gritei tanto que os dois ficaram paralisados. Já tava na esquina, virei e corri até minha casa. Felizmente eles não viram onde moro.

Tô abalada, mas pelo menos não me calei.