Cantada 011

11 – “Estava voltando de uma festa de aniversário, andando sozinha numa rua, era perto de 7h da manhã num domingo. Usava um vestido longo (abaixo do joelho) e um carro parou do meu lado, o nojento me chamou de linda, perguntou se eu queria carona, não lembro se falou mais alguma coisa antes de eu já começar a gritar com ele, que ele tava louco, que me deixasse em paz, fiz questão de ser o mais escandalosa possível, queria que alguém me ouvisse caso ele fizesse alguma coisa. Ele foi embora, mas não antes de me xingar. Todas as manhãs eu tenho que passar nessa mesma rua e torcer pra ele não estar lá de novo.” [Hanna]
10 – “Eu estava saindo da escola com uma amiga, deixei-a na parada dela e segui para a minha. Acontece que tinha um “cidadão” nojento na parada da minha amiga que falou bem próximo ao meu ouvido: “me deixa dar uma chupadinha na sua b***ta”. Eu levei um susto e não entendi (ou não quis entender) na hora. Mas o medo me consumiu de verdade quando olhei pra trás e vi que ele vinha me seguindo. COMO!? Ele não estava esperando ônibus naquela parada da minha amiga? No meio do caminho eu pensei em pegar qualquer ônibus pra me livrar dele, em pedir ajuda… Eu cheguei a pegar no braço de um senhor na rua, o qual estava acompanhado da sua filha. Ele olhou pra mim e disse: “nossa, minha filha, o que vc tem!? Está pálida. Está passando mal?” Foi quando eu disse que estava sendo seguida. Sorte que ele estava indo para a mesma parada que eu. Mesmo assim o “cidadão” lá continuou nos perseguindo até a parada e não desgrudava os olhos da gente. O senhor ficou revoltado e foi tirar satisfações com o homem que negou, claro. Aquele bom senhor me colocou no ônibus e fui embora pra casa em paz. Já passei por várias, mas essa foi a que mais me marcou de longe, talvez por ter sido apenas a primeira.” [Glória]