Cantada 023

23 – “Ter medo de homens na rua é bem normal pra mim, porém uma vez eu fiquei bem assustada. Domingo à tarde, eu estava em uma cidade vizinha, Canoas, e não sabia bem como chegar ao meu destino, nunca tinha ido naquele bairro. Peguei um ônibus por indicação. O cobrador, que tinha entre 30 e 40 anos, não rodou a roleta, pegou apenas 2 reais de mim e disse pra eu sentar na frente. Eu sei que isso é proibido, mas aquele ônibus ainda não tinha câmera. Sentei no banco que ficam bem próximo da cadeira do cobrador e ele começou a conversar comigo. Sou bem extrovertida e segui falando com ele, ele até me indicou a parada que devia descer para chegar onde queria. Eu sei que cobrador geralmente dá em cima das mulheres, mas isso nunca tinha acontecido comigo tão escancaradamente. Ele disse que a nossa mistura daria café com leite (sou bem branquinha e ele moreno) e tocou no meu braço. Já fiquei alarmada mas fingi que não aconteceu. Eu estava de jaqueta e por baixo com decote e dava pra ver a blusa um pouco. Quando ele viu que eu estava de decote, colocou a mão no meu peito para afastar minha jaqueta e poder olhar meus peitos e disse que eu deveria deixar aberto. Fiquei com muito medo, porque iria descer na última parada do ônibus e quase não tinha ninguém lá dentro, ele poderia me estuprar facilmente. Já fiquei sabendo de meninas que foram estupradas no ônibus pelo cobrador/motorista ou ambos e achei que ia acontecer comigo daquela vez.”  [Sandra]