Cantada 024

24 – “Domingo à noite estava voltando com minha mãe para casa, num ônibus lotado. Não consegui sentar e fiquei me segurando de lado na frente da saída/entrada de cadeirantes. Num certo ponto subiu no ônibus um cara e ficou atrás de mim. Até aí tudo bem, não tinha muito lugar pra se ficar. Ele estava roçando no meu quadril, mas achei que era apenas porque o ônibus estava lotado. Depois de uns 15 minutos isso acontecendo e eu tendo me virado pra que ele não encostasse em mim, ele parecia continuar me “procurando” pra se roçar e percebi que ele estava com ereção. No momento que percebi isso eu desci o degrau por onde entra a cadeira de rodas e me sentei no degrau e puxei minha mãe pra mais perto, fiquei com medo que ele fizesse isso com ela também. Ele desceu algumas paradas antes de mim e fiquei aliviada e ao mesmo tempo com ódio, pois sabia que não poderia fazer nada a respeito. Não sabia nada dele e certamente diriam que ele não estava abusando de mim, estava apenas num ônibus cheio encostando em mim casualmente. Mas eu sei e ele sabe o que ele estava fazendo aquele dia. Foi horrível, me senti um lixo.”  [Sandra]