Cantada 025

– Esse próximo foi apenas uma cantada mesmo.  25 – “Estava voltando do trabalho e chegando no terminal veio um ônibus fazendo a curva e eu tive que esperar ele passar antes de atravessar. Estava de vestido e o motorista fez menção de buzinar para mexer comigo, não o fez porque percebeu que estava no ônibus e se fosse no carro dele ele teria feito, então apenas piscou para mim. O ônibus parou bem na fila que o meu ônibus pára, então fui obrigada a falar com ele para perguntar qual era a linha. Ele me chamou de meu anjo e me informou a linha, que não era a que eu precisava pegar. Agradeci e fui atravessar para a fila seguinte e ele gritou: “Não quer ir pro Algarve (bairro e linha do ônibus que ele estava dirigindo) comigo, meu bem?”. Nem olhei pra trás, mas me senti muito envergonhada, pois com certeza as pessoas ouviram e não entendi como alguém em serviço fala uma coisa dessas para um passageiro.”  [Sandra]   – Acabou, por ora. Desculpa te encher de relatos, mas todos esses foram recentes, de uns 2 meses pra cá, então decidi contar. Mas todo dia sou assediada, às vezes é um “gostosa” que me dizem ou até passar a mão na minha bunda. E isso que eu estou acima do peso, fico imaginando como não seria se eu fizesse o estilo “gostosona”. Muito bacana tua iniciativa e acho que vai servir de exemplo, por causa dos relatos reais, paras as pessoas que não acreditam que existe assédio na rua ou que não entendem como nos sentimos quando recebemos uma cantada. Obrigada pela oportunidade.