Cantada 053

53 – “Vou contar meu caso, como anônima tb.  De todas as mulheres que eu conheço, não tem nenhuma que nunca passou por isso. Pra mim teve 2 ocasiões que me marcaram demais. A primeira foi quando eu fazia aulas de violino. Sempre fui apaixonada por violino, e comecei a fazer aula com um senhorzinho. Como meus avós morreram muito cedo, sempre gostei muito de pessoas idosas, e o enxergava como um “avôzinho” mesmo. Até que comecei a perceber que ele sempre forçava alguma situação pra tentar me abraçar. De início eu culpava a mim mesma achando que eu estava pensando maldade de um inocente, até o dia em que ele tentou me encoxar. Fiquei muito mal e desabafei com minha psicóloga, que disse que louco era ele de fazer isso, e não eu de pensar o que estava pensando. Contei pra minha mãe que ficou indignada, e no mesmo dia dispensei minhas aulas por telefone. A segunda história foi logo depois, quando um homem me seguiu pelas ruas da minha cidade. Eu estava no centro da minha cidade, cheeeio de gente, e esse homem me seguindo. Fiquei com medo de entrar em alguma loja, e ser encurralada por ele e ainda por cima não conseguir ajuda. Isso foi me dando um sentimento de ódio tão grande, que quando o homem chegou perto de mim e veio me abordar, comecei a gritar com ele feito uma louca. Ele saiu correndo, mas passei vários dias sem conseguir dormir direito, com mania de perseguição, sempre achando que estava sendo seguida.”  [Eliane]