Cantada 092

92 – O ocorrido foi quando estava terminando o ensino médio, tinha 17 anos e estudava em um Colégio Religioso. Estudava neste Colégio desde pequena, e tive um professor de matemática em todo o ensino médio. Na primeira semana de aula do terceiro ano me sentei como de costume na segunda fila, de frente para o quadro negro. O professor começou a dar sua aula, e com aproximadamente 20 minutos de aula começou a circular pelas cadeiras. De repente ele apoiou as mãos por detrás da minha carteira, Ficando com a cabeça ao lado da minha e murmurou: “Posso te ajudar a realizar todos os seus sonhos”. Naquele momento não entendi bem o que estava acontecendo, fiquei enojada, porem ele era meu professor e eu n tinha condições de responder nada. A sala de aula estava cheia. Porem não consegui mais me concentrar na disciplina que ele lecionava. Minhas notas nunca foram tão baixas naquela matéria. E só comentei o acontecido com algumas amigas. 2 ou 3. Ainda assim sem termos chegado a nenhuma conclusão. No final do ano, por volta do terceiro semestre a coordenação me chamou alegando que minhas notas em matemática estavam muito baixas. E que eu iria reprovar. Eu disse para a coordenadora que tinha alguns problemas com o professor… E o que ela fez? Chamou o senhor até a sala dela, sem conversar comigo em particular sobre os problemas que eu alegava ter. Ficamos os trés em sua sala e ela me perguntou se eu tinha algo contra ele era para me pronunciar naquele momento. Diretamente para ele e na frente dela. O que uma adolescente, estudante poderia dizer naquela situação? Seria a minha palavra contra a dele. Eu disse que não. Que não tinha nada contra ele. Tive medo. Terminei o ano, corri sérios riscos de reprovar. O que por sorte não ocorreu. Hoje sou uma mulher adulta. Mas torço todos os dias para nunca mais olhar na cara daquele monstro.  P.