Cantada 122

122 – Parabéns pela iniciativa! Eu tinha 15 anos quando, voltando da escola, um senhor que estava sentado em um restaurante começou a gritar comigo “ei, ei”. Eu estava achando o tênis meio folgado, então achei que ele estava tentando me avisar do cadarço. Passei da porta do restaurante e parei para olhar pros pés. O cadarço não tinha desamarrado e foi nessa hora que ele levantou da mesa, e me alcançou. Ele colocou as mãos no meu ombro e disse que eu era bonita. Ele estava segurando uma chave de carro e senti que ele tentava me guiar pra algum lugar. Meu único pensamento foi correr, sem olhar pra trás. Ainda tentei alcançar um ônibus pra tentar despistá-lo, pois fiquei com medo de que ele me seguisse, mas não consegui. Continuei correndo até estar na quadra de casa, que foi quando eu percebi que ninguém me seguia e diminuí o ritmo. Cheguei em casa vermelha, nervosa e lá comecei a chorar e a gritar de raiva daquele homem, que tinha idade pra ser meu pai ou meu avô.  – P