Cantada 128

128 – Olá!  Vou contar uma história que não é grave, mas é um desrespeito. Na minha universidade, tem uns funcionários do banco Santander que abordam os alunos para tentar ganhar clientes. Um dia, estava caminhando e minha amiga foi parada por um rapaz do banco e ficou ouvindo. Eu virei para o lado, distraída. Nesse momento, senti uma mão tocar no meu rosto – o cara me puxou pelo queixo, voltando meu rosto para si, me encarou nos olhos e disse, carinhosamente: “olha pra mim, estou falando contigo”. Fiquei sem reação, olhando feio, e eu e minha amiga saímos de perto dele. Fiquei me sentindo mal por não ter dado um soco no rapaz ou denunciado pra empresa.  Acho muito interessante a iniciativa da página. Antes, não entendia o quão graves eram as cantadas de rua. Agora, entendo que são um modo dos homens controlarem os espaços públicos, assustando as mulheres, pois muitas vezes não sabemos o limite da pessoa.  Obrigada e parabéns pela iniciativa!  G.