Cantada 158

158 – Já sofri muitos e muitos assédios na rua, mas sempre foram coisas “leves” e desprezíveis. Gosto da page porque podemos desabafar de forma anônima e ver outros casos também, o que se torna algo até protetivo (já aprendi a me defender de muitas coisas com estes relatos).  Em um sábado, saí de casa quase na hora do almoço pra ir a uma lojinha de utilidades que fica na minha rua mesmo, seria algo de 1 minuto, no máximo. Na ida, vi um sujeito bêbado olhando pra mim. O engraçado é que eu nunca o tinha visto pela região, o mais estranho era que ele estava bêbado antes da hora do almoço. Em 15 segundos, cheguei à vendinha e vi que ela estava fechada, então rapidamente voltei. Nessa volta, o bêbado estava a umas duas casas de distância da minha, e soltou um “To querendo uma bo**ta pra encaixar meu ferro… a noite toda”, olhando pra mim.  Eu fiquei desesperada, porque se um homem normal poderia apresentar risco, imagina um bêbado? O pior foi que havia um bar de um conhecido da minha família e o cara escutou tudo sem falar nada. Não contei isso a ninguém, pois se conheço minha família, colocariam a culpa em mim e impediriam-me de sair de casa. Agora quando me imagino brincando na rua quando pequena sinto saudades. Saudades de poder sair de casa sem receber assédio algum.