Cantada 173

173 – ” Não é um caso de cantada de rua, mas tenho visto muitos relatos sobre assédio e misoginia de forma geral, por isso espero que não se importem! Sou professora do ensino fundamental, e certa vez presenciei uma situação que todos acharam inofensiva, mas que me deixou indignada: tem uma menina de mais ou menos dez anos que sofre bullying na escola por ser considerada feia e por supostamente “parecer com homem”. Certa vez, um garoto da mesma idade passou pra ela um bilhetinho escrito “quer transar?” A menina ficou muito nervosa, e o garoto ficou rindo, junto com um grupo de outros meninos que também achou tudo muito engraçado… Eu fiquei irritadíssima… o bilhetinho por si só já seria inapropriado e invasivo, mas além de tudo foi por deboche! A Coordenadora não fez nada a respeito, disse que “crianças são crianças”, e basicamente me acusou de ter levado isso a sério demais. Que bela lição a escola está dando a esses meninos não é?”