Cantada 193

193 – “O caso que aconteceu comigo acabou de acontecer, há cerca de uma hora atrás. Foi rápido, mas gostaria de compartilhar assim mesmo. Eu havia discutido com meu namorado, e resolvi ir tomar um ar fresco na praia, e aproveitar para refletir um pouco. Fui, tomei o ar fresco e refleti. Na hora de vir embora, chamei um táxi, já que eu estava sozinha. Nesse meio tempo de espera, resolvi esperar o táxi sentada, perto de uma pracinha (que estava com pouco movimento), quando, de repente, um carro se aproxima e para, e um homem resolve abaixar o vidro e ficar me encarando por segundos a fio. Me senti muito incomodada com aquilo, até que ele solta (com a cara mais “pilantra” possível) : “Quer uma carona?”, nisso, eu olhei para ele com uma cara fechada, e disse, em um tom de voz bem alto: “Não, não quero! E procure me respeitar, sou uma mulher casada!!!” Na mesma hora o homem levantou o vidro e foi embora, com a cara no chão. Agora a parte interessante disso tudo: Reagi, sem medo, porque lembrei de todas vocês, e de tudo que muitas já passaram por se calarem, seja por medo ou vergonha. Meninas, também temos voz, e hoje pude comprovar isso. Fiquei orgulhosa pela minha atitude, e pude ter a certeza de que esta página tem me ajudado bastante a saber como me defender de seres repugnantes, como esse que me incomodou. O táxi? Ah… o táxi, por volta de meia hora depois, chegou… Para o meu alívio e segurança.”  M.