Cantada 196

196 – “Ai, adorei esse espacinho que a gente tem tanto pra desabafar, quanto pra botar a boca no trombone…  Enfim, estava indo encontrar alguns amigos em um bairro que eu morava, desci do ônibus e preferi não pegar outro e ir a pé até a praça que tínhamos marcado. Estava calor e eu estava de regata larga, shorts e chinelo, bem à vontade… As ruas sempre foram meio escuras naquela região, mas poxa, é um bairro residencial e eu nunca tinha passado nenhum sufoco em 13 anos morando lá.  No meio do caminho passa um homem em uma bicicleta no sentido oposto ao meu e bem rápido, ao passar por mim ele passou a mão em meu corpo! Que nojo, que falta de respeito, ele invadiu o meu corpo. Dei dois passos e sentei na calçada pra chorar, não tinha o que fazer, me sentia suja e queria simplesmente sumir…”