Cantada 212

212 –  “Quando eu tinha uns 18, 19 anos (entre 82 e 84) andava sempre com material de desenho – papéis, réguas, tintas, colas… e ESTILETE – na pasta, eram ferramentas de trabalho, of course. Certo dia de verão, tomei um ônibus VAZIO e me sentei calmamente no banco que dá para o corredor. Fazia um calor danado e eu estava com uma camiseta regata e sainha. Um ogro se grudou em pé, ao lado do meu banco, querendo esfregar a pica no meu ombro. Detalhe, tinha até lugar para sentar, de tão vazio que estava o busão. Não tive dúvidas: saquei o estilete da bolsa, deixei a lâmina BEM GRANDE e a posicionei estrategicamente sobre o meu ombro, olhando desafiadoramente nos olhos do cafa, com a linguagem não verbal dizendo: “se esfregar, EU CORTO!!!” O babacão, covarde como todos que fazem esse tipo de assédio, abaixou a cabeça, saiu o mais rapidamente possível de perto de mim e desceu no próximo ponto. KKKKK! Disso muito me orgulho e faço alarde. E não adianta chamar de sapatão, não. Sou muito bem casada, tenho filhos e gosto de homem… aliás, HOMEM não precisa fazer esse tipo de baixaria, isso é coisa de MERDA.”  Mylene