Cantada 221

221 – “Eu tinha por volta dos 4/5 anos de idade quando ocorrei isso. A minha mãe trabalhava a noite e eu ficava com o meu irmão mas ele não deixava eu ver TV, enfim era um inferno. Então a minha avó me levava pra casa dela e ela morava com o “marido” dela alguns anos mais novo. Mas ela era viciada no bingo e as vezes ficava a noite toda, então eu ficava com ele (o marido dela). Certa vez vi ele acariciando aquele lugar mesmo e pedi pra parar e como criança inocente disse que era porque estava sentindo cocegas acreditam? Pois é! Então ele volto a fazer isso, e eu falei pra ele parar, ele paro ai minha avó chego mas eu não disse nada e sabe lá Deus porque. Pelo o que eu me lembro, isso ocorreu mais umas duas vezes. Depois disso a minha avó se mudou para uma casa de apenas um comodo. Ai uma vez que eu fui me trocar pedi pra ele sair do quarto, mas acredita que ele espiou e ainda fez ‘fiu fiu’ Nessa hora a minha avó chego e brigo com ele e eu falei pra ela que eu tinha pedido pra ele ir embora e tudo mais. Não me lembro se foi nesse mesmo dia, mas nessa mesma casa ele foi no banheiro ai eu não sabia ai eu falei “fulano?” e sai, a porta estava aberta e ele viro pra mim mesmo assim e eu fiquei em choque e ainda sorriu (infelizmente eu lembro dessa cena perfeitamente). Depois disso não ocorreu mais, até cheguei a pensar que ele poderia ter feito coisa pior mas tenho certeza que não. Contei pra minha mãe há algum tempo na casa da minha tia, ela falou “fulano nunca tento nada com você né?” (mas só por perguntar, pois ela nem desconfiava) ai eu contei e minha mãe fico muito revoltada. Ela quase conto pro meu irmão mas teve medo de acontecer algo pior. Principalmente pelo fato de que ele e a minha avó moravam junto com a gente. Mas a minha tia contou pra minha avó que perguntou se era verdade e eu disse que sim, e foi horrível ver ela se sentir culpada por causa daquele canalha. Eu até disse que não sentia raiva pra não deixar ela mal sabem?! Depois disso eu via o ódio nos olhos da minha mãe ao ver ele. Depois a minha avó morreu e esse desgraçado demorou um ano pra ir embora, ele estava namorando e vivia lá só voltava pelo jeito quando brigava com a namorada dele até o dia em que a minha mãe falou que ele tinha que ir embora e finalmente me livrei dele. Mas as vezes aparecia aqui do nada, entrava sem pedir licença se achando no direito. Esses tempos (faz muito pouco tempo mesmo), estava na porta da minha casa ai eu perguntei que ele estava fazendo ai ele gaguejo como se tivesse bêbado e disse “vim ver você” olhei com cara de desprezo e saí. Quando voltei ele estava no banheiro (não pediu pra entrar) e ficou lá um tempão. Até achei que estivesse usando droga sei lá, ai saiu sem dar tchau (não que eu quisesse né) como se fosse a casa dele. Hoje em dia quando vou no supermercado perto da minha casa eu passo em frente aonde ele trabalha, nem olho pro lado! Escrevi isso aqui em lágrimas mas to com o coração mais leve.”