Cantada 225

225 – “Vim contar o meu caso para incentivar as mulheres à denúncia. Eu estava caminhando pela calçada na beira da praia em direção à minha casa. A calçada era larga o suficiente para caminharem umas três pessoas lado a lado. Foi quando notei que vinha um rapaz caminhando na direção oposta, ou seja, em minha direção. Quando me viu, veio caminhando em minha direção. Eu, então, fui mais para a beirada possível, até que não foi possível me afastar dele. Foi muito rápido e aparentemente bem calculado por ele: no exato segundo em que ia passar por mim, aproximou-se ainda mais, encostando no meu ombro, estendeu a mão e encaixou sua mão na minha bunda, apertando-a. Depois, continuou caminhando e se afastando como se nada tivesse acontecido! Parei na calçada em estado de choque. Não sabia se xingava, se corria na direção dele e tacava minha bolsa nele, se gritava pra alguém segurá-lo… A sensação de alguém tocar seu corpo sem sua permissão é péssima, de impotência! Eram 17h, verão, muita gente passando por ali, e mesmo assim ele teve a cara de pau. Então lembrei que a Guarda Municipal estava próxima. Fui até lá e perguntei ao guarda o que eu deveria ou poderia fazer. Ele disse que, se eu quisesse, poderiam levá-lo à delegacia para prestar depoimento. Eu teria de ir também prestar o meu. Topei. A Guarda foi atrás dele, eu o reconheci, e ele foi levado para a delegacia da mulher. Eu resolvi dar continuidade ao processo e segui todas as orientações. Fui à delegacia, prestei depoimento, compareci ao Fórum para a audiência. Segundo a orientação na Delegacia da Mulher, muitas mulheres não seguem adiante, de modo que a queixa acaba sendo retirada nas poucas vezes em que é feita. Portanto resolvi que apesar da incomodação, iria. Na audiência, decidiu-se que ele pagaria meio salário mínimo para uma instituição de caridade. Fiquei satisfeita pois, imagino, agora ele vai pensar duas vezes antes de fazer o mesmo com outra mulher!”
Se Vira nos (Quase) 30!: É de pequeno que se aprende a ser idiota
Copiei e colei aqui uma postagem minha na página Feministas de Bagé, em razão de uma situação acontecida na minha cidade em um restaurante muito conhecido por aqui. Quero divulgar o acontecido porque não podemos nos calar. Basta! 224 – “Meninas aconteceu uma coisa muito séria hoje a noite. A homofobia, o preconceito, aquele que a gente acha tão distante de nós, chegou bem perto! Uma amiga homossexual, após ser ameaçada por um homofóbico safado em seu ambiente de trabalho, foi demitida da empresa, um restaurante conhecido de nossa cidade. A alegação do proprietário da empresa é que a demissão era imperiosa para “a segurança da funcionária”, uma vez que se o homofóbico fosse demitido ele poderia tentar alguma retaliação contra ela! O motivo real da demissão: PRECONCEITO E COMODIDADE! Enquanto homofobia não for crime não podemos nos calar diante do preconceito pela orientação sexual e nem de gênero como nesse caso. Estou muito indignada e frustrada com essa situação!” (Copiado e colado de Luciana Paiva)