Cantada 237

237 – “Não sei muito bem como começar a contar direito, mas vou contar dois casos. O primeiro eu devia ter uns 11/12 anos, era aniversario de uma amiga minha que mora em outra cidade, eu e outras amigas fomos passar o fim de semana na casa dela, no sábado de manha depois de termos acordado e tomado café da manha, saímos para andar todas de calça jeans e blusa de pijama, paramos em uma esquina, sentamos no chão e ficamos conversando bastante tempo, quando um carro parou ao nosso lado, nem prestamos atenção, mas passaram se quase 30 minutos ou mais e o carro continuou lá, até que eu falei algo tipo “Ta muito estranho esse carro parrado ai, vamos sair daqui” quando a gente levantou e foi se afastando, o carro também foi embora, quando ele já estava lá longe é que me deu um estalo do que o cara tava esperando e gritei tipo “VAI A MERDA, QUE ISSO NÃO É PONTO NÃO!” o cara parou o carro e deu ré, saímos correndo até um bar próximo, no qual a gente sentou numa mesa na calçada mesmo, ficamos lá durante umas 2 horas, o mesmo carro passou lá na porta, com a janela aberta e o cara olhando feio pra gente, como se nós devêssemos ir lá pedir desculpas. O outro caso aconteceu esse ano mesmo, tenho 16 agora, eu estava em uma praça da minha cidade com uma amiga, quando simplesmente um cara sentou de frente pra gente e começou a bater uma punheta ali mesmo! Olhando pra gente e rindo da nossa cara! E todo mundo na rua viu e não fez nada. Acho um absurdo que isso é “normal, acontece” e todo mundo segue a vida sem querer nem pensar duas vezes nisso.”
Denúncia – “Ontem (dia 23/12), eu e minha amiga sofremos uma tentativa de estupro na balada MONO, que fica localizada na Rua Augusta, 480. Por volta das 04:00 fomos ao banheiro (unissex), e entramos juntas na mesma cabine, alguns minutos depois dois indivíduos tentaram abrir a porta, mas conseguimos fechá-la, não contentes eles arrombaram a porta e invadiram a cabine no qual nós estávamos, eles fecharam a porta, foram violentos e tentaram arrancar a nossa roupa a força, eu consegui “fugir” e fui atras de socorro, NÃO TINHA NENHUM SEGURANÇA NO BANHEIRO, NINGUÉM QUIS ME OUVIR, NINGUÉM QUIS ME AJUDAR!!! Eu voltei pro banheiro e puxei minha amiga das mãos desses dois indivíduos, fomos pedir ajuda e novamente ele foi negado, uma das mulheres que trabalha nesse estabelecimento disse que nós estavamos mentindo e fomos atras do dono (DJ ANDY), ele também não nos auxiliou e disse que se quiséssemos chamar a policia, o telefone deles estava a nossa disposição. Eu chamei a policia, e fomos orientadas a aguardar no local, um dos indivíduos conseguiu ir embora, mas o outro nós suplicamos para o segurança não deixar ele ir até que a policia chegasse. Fomos todos para a delegacia, fizemos um boletim de ocorrência e ele sera indiciado, dentro de alguns dias teremos que ir no tribunal depor contra ele. Iremos processar essa casa noturna tambem, pois eles não fizeram absolutamente NADA a nosso favor, pelo contrario, o gerente depos contra nós. QUEM PUDER COMPARTILHAR OU NOS AJUDAR DE ALGUMA FORMA, NÓS AGRADECEMOS. Não desejamos para ninguém o que passamos naquele lugar, e eu vou fazer o que estiver ao meu alcance para que essa casa feche e pague pelo o que fez (ou não fez). Obrigada.” Caroline Gonçalves