Cantada 250

250 – “Estou assustada em ver quantas mulheres no Brasil todo passam pelo mesmo que eu todos os dias…  – Aconteceu que certo dia eu minha irmã mais nova (na época com 12 anos) e minha prima estávamos no ônibus, até aí tudo normal eu deixei as suas sentadas e fiquei em pé logo do lado pois estava muito cheio. Passou um tempo um senhor que estava no banco da frente (que estava bebendo uma latinha de cerveja) começou a olhar com frequencia para as meninas, e eu fui ficando cada vez mais incomodada. Ele não parava de olhar e lamber os lábios, uma cena nojenta. Foi quando ele decidiu virar o corpo totalmente e chamar minha irmã de “princesa” do Titio, isso pra mim foi a gota d’água, e na fúria dos meus 16 anos perguntei se ele não tinha algum problema, o chamei de porco nojento, e disparei todo um arsenal de ofensas colocando o dedo em sua cara. O motorista parou o ônibus e perguntou o que era aquela confusão, o senhor disse que era uma adolescente louca que estava dando piti! Eu mais que depressa me defendi falando que um pedófilo não teria direito de me chamar assim, e mais que depressa o trocador o colocou pra fora, afinal os homens que estavam no local ao ouvir a palavra pedófilo queriam matá-lo. Me senti vingada por um momento….”