Cantada 268

268 – “Essa história aconteceu a uns 6 ou 7 anos atrás. Minha amiga queria ir a um esquenta na república do namorado dela, mas como ela era mais novinha e a mãe dela ficava muito no pé dela, eu teria que ir junto. Eu queria ir a uma outra festa nesse dia, mas a outra festa estava cara e minha amiga insistiu muito, meio que jogou em mim a culpa de ela não ir, caso eu não fosse, e mentiu dizendo que um menino que eu ficava (que era amigo do namorado dela) estaria lá. Por fim, acabei indo. Chegando lá, descobri que era mentira que o menino que eu saía iria na república, pois o namorado dela disse que nem sabia que eu ía, e por isso nem tinha avisado o menino, minha amiga mentiu só pra me usar pra ir pra festa. Por fim, tentei me divertir, mas logo vi um menino na festa e me senti muito mal, meu “santo não bateu com o dele” na mesma hora e minha amiga disse que de todos os meninos da república, esse era o único que ela odiava. Por fim o esquenta acabou e em questão de 5 minutos todo mundo saiu ao mesmo tempo para ir a outra festa, restaram apenas eu, minha amiga, o namorado dela e o menino que eu já não gostava. Assim que todo mundo saiu, eles soltaram o cães (que eram treinados pra defender a casa e atacar as pessoas, com exceção dos meninos que moravam lá), e minha amiga simplesmente me comunicou que estava indo pra um quarto e eu que ficasse esperando ela na companhia do outro menino, que também não ía a festa. O menino imediatamente começou a dar em cima de mim e eu fui me esquivando, dei uma desculpa do tipo “não fico com quem não conheço” pra ver se assim ele se tocava, e quanto mais desculpas eu arrumava, mais ele vinha me tocar. Quando vi que ele me agarraria a força, pensei em procurar minha amiga, mas a república deles é daquelas casas antigas gigantescas com muitos quartos e fiquei com medo dele me encurralar em algum quarto. Pensei em gritar, mas tive medo, pois ele estava ficando impaciente e agressivo. Ele realmente acreditava que o meu “não” era “insista mais que você consegue”, e por isso estava perdendo a paciência. De repente eu dei um pulo pra longe dele e disse que precisava ir ao banheiro. Entrei no banheiro e liguei pro celular da minha amiga mandando ela sair logo. Quando sai do banheiro o menino estava grudado na porta e quase me empurrou pra me encurralar no banheiro, mas ouviu um barulho da minha amiga chegando e se escondeu pra ouvir o que ela ía dizer. Eu falei pra ela “Vamos embora AGORA!!!!!!!!!!!” ela finalmente se tocou e disse que voltaria pro quarto pra de vestir direito e já estávamos indo. Na mesma hora que ela virou pra voltar ao quarto, ele saiu de onde estava escondido muito puto, querendo me bater mesmo e disse “então você realmente não vai ficar comigo?” (acreditem, o débil mental ainda não tinha entendido isso!), e eu disse “Não, não quero ficar com você!!!”, e ele disse “então fica sozinha!”, eu estava quase me sentindo aliviada, quando percebi que o maldito saiu e largou a porta aberta pras cachorras entrarem! Eu nunca senti tanto medo na vida, não conseguia me mexer de pânico. Por sorte quem apareceu foi a idiota da minha amiga e o namorado dela. Eu entrei no carro em estado de choque e ainda tive que ouvir o namorado dela que não tava entendendo nada (provavelmente ele não devia saber que morava com um estuprador!) me dizer “que pena que não conseguimos achar um gatinho pra você, mas num fica chateada!”, eu quase fui atacada e ainda tive que ouvir isso??! Tentei falar com a minha amiga depois, mas ela me disse na maior cara de pau que já passou por coisas parecidas e não entendia o porque eu tava enchendo tanto o saco dela por uma coisa dessas. Falei com uma amiga que é da mesma faculdade desse porco no dia seguinte e ela me disse que sabia quem ele era, e que ele deu um soco em uma menina numa festa da faculdade dele porque a menina não quis ficar com ele. Na época eu não sabia que o que ele me fez já era suficiente pra uma denúncia, e por isso não contei a ninguém. Meu pai provavelmente ía querer matar o menino, minha amiga e qualquer outra pessoa que estivesse nisso, mas acabaria querendo me trancar em casa pra me proteger e eu ainda sairia no prejuízo. Hoje não tenho mais como provar, achei esse imbecil no facebook e tentei denunciar o perfil, mas acho que não adiantou em nada. O que me incomoda é saber que esse marginal delinquente está solto. Já me deixou traumatizada, já bateu em uma menina, e tudo o que eu vejo no perfil dele é alegria, um bom emprego, fotos em viagens… é revoltante!!! Várias outras meninas devem ter sofrido outros tipos de assédio com esse menino. Naquela semana eu não me senti culpada, não me senti suja e nem que a culpa era minha (sempre fui feminista demais pra me culpar pelas atitudes machistas dos outros), mas me senti violada, me senti histérica, chorava dia e noite por qualquer coisa e até hoje tenho a impressão que toda vez que ficar sozinha cm um homem, ele pode querer me atacar como esse porco imundo fez!” [Se alguém quiser entrar em contato com a autora do relato, mande uma mensagem particular para a dona da página]
“Olá, gostaria de contar uma história que aconteceu comigo, aos 11 anos de idade. Bem, eu tinha uma amiga que morava em frente a escola em que eu estudava, depois da aula, passei a tarde na casa dela, era umas 17hs quando resolvi ir embora, ainda estava claro, eu usava uniforme, calça jeans larga e um tênis (portanto, não foi por causa da roupa), em uma esquina, um homem que eu vi que estava observando de longe, me agarrou, desabotoou a calça e me mostrou seu pênis. Com muita força, consegui que ele me soltasse, fui correndo de volta para a casa da minha amiga e fiquei lá, em choque, chorando, até que a mãe dela me levasse para a minha casa. Não tive coragem de contar pra ninguém, portanto, o homem não foi preso, nem houve nenhum tipo de denúncia contra ele.”