Cantada 269

269 – “Olá. Percebo nas ruas que, infelizmente, muitos idosos (sim mais de 60 anos!) têm um comportamento muito torpe. Não estou generalizando, obviamente, porém, há muitos que são grandes responsáveis por olhadas longas, assovios disfarçados, dizeres e até param de fazer o que estão fazendo pra prolongar ainda mais sua olhada carnívora. Passei por isso várias vezes vezes. Hoje, um senhor estava fechando a porta do carro e entrando na sua casa. Quando me viu passando, fingiu que esqueceu algo no carro (o olhar dele era malicioso, e não de alguém que esqueceu algo) e voltou só pra me olhar andando, pelas costas, como um espião! Não sei se estou conseguindo transmitir este comportamento invasivo deles por estas palavras, mas é muito desconfortável… Odeio julgamentos (repito que não estou generalizando). Todavia, eles sempre acham que estão certos! Depois falam horrores de jovens, que são burros e fraudulentos, que seus tempos de mocidades eram melhores… São os primeiros a criticarem a sociedade. Eles são da época em que homens tinham, obrigatoriamente, que se envolver com prostitutas e subjugar suas mulheres, para que fossem ‘realmente homens’. E hoje, eles não estão afim de se reeducar. Acho muito triste isso…”
[Ponto de vista de um homem consciente] “Olá!! Queria primeiramente dizer que é de extrema importância o trabalho que vocês fazem, e que ajuda aqueles que querem evoluir na questão humana tanto homens quanto mulheres. Eu como homem, “namorado”, tio, irmão, sobrinho, primo, filho, humano observei que muitas vezes o problema do desrespeito vem desde a infância e é apoiado ou ignorado por algumas mulheres. Como homem fui rechaçado algumas vezes por “mulheres” quando tentei interferir em certas questões “por ter malicia” demais, ser “homem”, “ciúmes”, etc, etc. Percebi que muitas mulheres na inocência e até mesmo devido a criação, permitem e até incentivam certas liberdades (toques,uso da força, entre outras atitudes) da parte de tios, irmãos, pais, sobrinhos, liberdades que ao meu ver, com o acesso da pornografia e influência de amigos no caso dos mais novos, e experiência de vida no caso dos mais velhos, não possuiam inocência da parte masculina em praticamente todos os casos. Em casos que a parte masculina era mais velha, ou que eu possuia mais intimidade, eu dei toques, para primos, amigos, etc. Porém quando a parte masculina é mais nova (inicio da adolescência e consequentemente puberdade…) e a parte feminina é mais velha, eu fui e sou rechaçado na maioria das vezes que tentei (e tento) interferir e explicar, com consequências extremamente graves para mim, até na minha familia… Em outros casos fui até bem sucedido, principalmente quando eu posso dialogar com ambos os lados, e não notei mais problemas. Os problemas que noto além da excessiva liberdade, são também os tratamentos, em que irmãos, filhos e sobrinhos são tratados como principes que podem tudo e tem direito a tudo, e não podem ser contrariados. Geralmente esse tipo de atitude é piorada por um pai que acha que o filho deve ser o garanhão, subjugar as mulheres, etc. E que é normal a atitude dos filhos. Ao ver essas atitudes e ficar um pouco perdido (ainda estou) me entreguei a uma “busca” para ver se realmente eu sou malicioso demais, e percebi devido aos relatos da página e de sites feministas que não. As atitudes que li são as mesmas que notei, porém, devido ao fato de o “homem” não ser um desconhecido, as atitudes eram consideradas normais, brincadeiras, etc. Acredito que seria de grande valia para uma mudança da forma de agir e pensar da sociedade se as mulheres (mães, tias, irmãs, sobrinhas, filhas, namoradas, amigas, etc.) também conversassem e impusessem limites dentro de casa. Eu sempre dialoguei com meus pais e eles sempre tiveram um dialogo e uma visão bem restrita da liberdade que devia existir entre mim e minhas irmãs, e entre um homem e uma mulher, inclusive sempre cresci sendo ensinado que buzinas, toques “atrevidos”, “elogios” são errados e ofensivos. Felizmente não tive nenhum problema do tipo, não lembrando eu de nenhuma vez que passei dos limites fisicamente, e com crises de consciência quando deixei escapar poucas atitudes desrespeitosas (suspiros e olhares prolongados) que posso contar nos dedos, até devido a minha aparência que assusta consideravelmente, procuro ir com calma sem abordagens imediatas, e com poucas abordagens com interesse maior do que ser amigo. E apesar de ser considerado fechado por não ser espontaneo demais, posso dizer que isso não me tornou timido, sendo que sou geralmente bem sucedido ao ser comedido e calmo nas minhas abordagens e relações, possuindo um grande conjunto de amigas e quase “irmãs”, apesar de perder certas “oportunidades” . É isso, como homem, jovem e parte interessada nos casos que ocorreram me é e foi tirado o direito de dar opinião as vezes, portanto gostaria que fosse levantada essa questão por outras pessoas. Se errei em relação ao meu comportamento ou forma de me expressar, peço que seja dito para que eu possa mudar minha forma de pensar e agir. Acredito que um dia todas as familias com atitudes de ambos os “progenitorxs” e principalmente do “pai” que passa a ter um papel mais importante durante a puberdade, poderão e terão esse tipo de interação de limitar certas atitudes dos filhos homens e ensina-los a respeitar a todxs e dar ouvidos e razão às filhas mulheres quando elas forem prejudicadas. Peço desculpas pelo texto enorme e torno a dizer que estou aberto a criticas.”