Cantada 276

276 – “Uma noite, entrando dentro do carro, dei de cara com um grupo de garotos que mal bateram o olho em mim e começaram e falar um monte de obscenidades. Subitamente eu gritei “Cala a boca!” e eles, claro, começaram a rir de mim. E eu falei “hahahaha, nossa, que engraçado!”. Não cansados de me encherem o saco, e talvez para aparecer um para os outros, falaram: “Af, odeio mulherzinha assim!” Então eu disse em alto e bom som: “E eu odeio vagabundo!”. Nessa hora eles ficaram sem reação e pararam de rir. Acho que eles falaram mais alguma coisa que eu não ouvi, foi quando acelerei o carro. Depois eu tive que virar na esquina onde eles estavam, e eles começaram a me encarar, pra me intimidar eu acho. Não me contive: Pus a mão pra fora e mostrei o dedo pra todos eles. Confesso que meu coração tava disparado, de medo, de raiva, enfim, de tudo junto. Mas cheguei em casa me sentindo forte e poderosa.”