Cantada 289

289 – “Olá, estou aqui pra contar meu caso:  Meu pai é assistente técnico de uma marca de celulares e ele sempre prestou auxílio para uma loja que faz concerto e manutenção de celulares. Ele me apresentou para os funcionários dessa loja há muitos anos. Quando meu celular estragava e meu pai não estava em condições de concertar, eu deixava com um dos funcionários da loja, e ele sempre arrumava pra mim sem cobrar nada. Ele me tinha no facebook por que sempre me chamava pedindo noticias do funcionamento do meu celular. Semana passada, meu pai me levou a essa loja e percebi que esse cara estava me olhando de um jeito estranho, mas nem pensei muito nisso depois. Já nessa semana, ele me chamou no chat e começou a fazer perguntas estranhas do tipo: “Já ficou com outras meninas?”, “Com que roupa você dorme?”, “Com ou sem calcinha?” e etc. Por mais que eu sempre respeitei esse cara, tentei manter meu controle e respondi: “Meu pai é o único amigo seu que tem filha?”. O cara logo começou a se desculpar e disse que não queria me deixar constrangida. “Como não? Isso não é coisa que se pergunte para uma menina de 16 anos filha de um amigo seu de anos.”, eu disse. Ele continuou se desculpando e eu não tive paciência pra responder, deixei ele falando sozinho. Mas assim que ele pediu para eu não contar pro meu pai, pois não queria estragar a amizade deles, printei toda a conversa e mandei pro meu pai. Sinceramente, eu já morro de vergonha de andar na rua sozinha, agora nem os amigos do meu pai me respeitam! Eu odeio viver assim. E aconselho: não levem isso de graça, a não ser que estejam sozinhas cara-a-cara com o imbecil. Se tiver alguém por perto, respondam, revidem. Exponham esse tipo de gente, por que se tiver outro cara que costuma fazer isso por perto, ele vai aprender a lição. Nós mulheres, vitimas desse tipo de assédio, temos que terminar o que a mãe desses canalhas não fizeram: ensiná-los a nos respeitar.”