Cantada 328

328 – “Olá!  Já contei alguns casos nesta página, hoje vim contar outro, com desfecho diferente justamente graças a ela.  Estava hoje no metrô, no fim da tarde, e um homem no canto do vagão me olhava. Ele me olhou uma, duas vezes, depois não tirava os olhos de mim, daquela forma que nós conhecemos. Como o metrô tava cheio, havia algumas pessoas bloqueando a visão, aí ele VIROU A CABEÇA pra me olhar. Fiquei o caminho todo pensando nos posts que já tinha visto aqui e sabia que não podia deixar por isso mesmo. Acontece que ele tava longe e, aparentemente, não tinha feito nada, então eu seria ‘a louca’ se xingasse ele. Desci numa estação movimentada, era grande a possibilidade de ele descer lá também. Quando eu saí e da plataforma vi que ele tinha virado a cabeça pra me olhar, e enquanto as portas fechavam (e ele não tinha mais como sair) e me encarava, levantei a mão e mostrei o dedo do meio. Nem vi a cara do infeliz, saber que ele tinha visto já me deixou satisfeita.”