Cantada 358

358 –  “Olá, meninas! Venho aqui relatar um caso que me aconteceu na virada do ano. Eu viajei com meu namorado para o interior, fui passar ano novo com ele e sua família. E, após a virada, todos nos fomos para uma grande praça, onde estava tendo uma festa. Estávamos la, tranquilamente, nos divertindo… Até que meu namorado foi comprar uma água para mim, e eu resolvi ficar esperando que ele voltasse ali mesmo, na roda onde estávamos com a família dele. De repente, passa um homem muito mal encarado (ele passou quase me levando -literalmente-) e ficou me olhando… Ele olhou de uma forma que me senti completamente desafiada; um olhar NOJENTO. Então, eu resolvi dizer: “Tá olhando o quê??? Da próxima vez leva, seu idiota.” E ele simplesmente não disse nada, apenas me fuzilou com o olhar. Ok… Ele foi embora, meu namorado voltou e ficou tudo bem. Horas depois, quando meu namorado saiu para ir ao banheiro, e eu resolvi -novamente- esperá-lo com o restante do pessoal, ouvi umas pessoas gritando e vi outras correndo: era uma briga. Fiquei desesperada e comecei a procurar o meu namorado. Quando, de repente, dou de cara com o mesmo homem que “me comeu” com os olhos… Sim, era ele, brigando. Ele estava armado e arranjou confusão com outro cara lá. Fiquei PASMA, pois eu dei uma resposta a uma pessoa que estava ARMADA. Ele poderia muito bem ter usado aquela arma para me intimidar ou coisa pior… Fiquei com medo, assustada, e de valente, me achei uma pamonha, por ter desafiado uma pessoa armada. Enfim… Apos esse episodio, fiquei tão traumatizada que não consigo mais responder quando algum homem esta me assediando; apenas ignoro, fecho a cara, faço o que “consigo” sem correr grandes riscos. Sei lá, na minha cabeça sempre terá alguém portando algum tipo de arma…”