Cantada 363

363 – “Olá meninas. . Li o caso da Nathália me identifiquei e tomei coragem pra falar também. Essa semana resolvi voltar a correr, porque depois que me mudei para essa nova cidade eu tinha parado de correr. Na minha antiga cidade eu corria com calça lycra , e isso chamava atenção e eu sempre era assediada quando corria, acreditem isso me desestimulou a correr na minha antiga cidade e parei com minhas corridas. Ok nessa semana depois desse ”trauma” de não correr mais resolvi voltar. Para eu correr em paz sem nenhum babaca enchendo o saco eu troquei minhas roupas (sim cheguei nesse estagio) troquei minha calça lycra por uma folgadona e a blusa colada de corrida por uma larga de igreja, sim completamente zoada. Eu estava correndo e o caminho obrigatoriamente passava por um circuito onde os homens fazem musculação. Lá uns homens começaram a assobiar e mexer comigo. Nem liguei e continuei correndo quando ouço ”olha pra cá porra”. Continuei meu trajeto. Fui até meu ponto e na volta eles tinha saído do circuito e estava todos andando em ”bonde” no meio da calçada de corrida. Gelei. Então respirei fundo e passei pela calçada de corrida mesmo morrendo de medo. Passei correndo naturalmente até que ouço um bando de xingamentos do tipo “vagabunda, safada entre outros”. Fiquei com muito medo, não só pelos xingamentos, mas porque eles tinha uma cara de mal encarados. Cheguei em casa revoltada. Tava tão estressada que gritei com meu pai ” eu não posso nem correr em paz mais”, meus pais falaram ”muda o trajeto” ”finge que não ouviu” entre outras cisas. Estou me sentindo um lixo. Sensação de que sou incapaz,frágil, estou com medo. Pode parecer bobagem mas me sinto um lixo por dentro por não poder fazer nada. Enfim meninas sei que não fiz/ e não pude fazer nada, mas desabafar aqui já me tirou um grande peso e tristeza de mim….”