Cantada 384

384 – “Quero contar uma situação que eu acabei de presenciar. Eram mais ou menos 17hs e eu estava saindo da estação Central do metrô de BH. No corredor, notei um rapaz um pouco à frente que abriu os braços e saiu andando como se fosse abraçar alguém, e depois parou na frente de uma moça, ainda com os braços abertos. Ela ficou parada na frente dele e não fez nada. Quando olhei para o rosto dela é que eu percebi: os dois não se conheciam!!! Então, ele se afastou e saiu rindo com um amigo, e a moça seguiu na direção oposta, super sem graça. Meu sangue ferveu nessa hora, porque eu me vi ali, eu fui aquela moça todas as vezes que eu não reagi a um assédio. Minha vontade era de dar um soco na cabeça do infeliz, mas como ele nem chegou a tocar nela, eu fique no meu canto. Só digo uma coisa: se um dia isso acontecer comigo, o cara não vai sair da situação sem tomar pelo menos um soco na cara! E não ligo se alguém disser que eu exagerei, porque esses caras não pensam duas vezes antes de submeter as mulheres a esse tipo de constrangimento, só ‘de brincadeirinha’.”