Cantada 410

410 – “Não é um caso de cantada, mas acho valido contar. Eu tenho 16 anos e faço curso de aprendizagem (menor aprendiz). Ontem apresentei em cinco turmas um trabalho sobre o Dia da Mulher e violência domestica. Eu finalizei o trabalho dizendo que se os aprendizes conhecessem algum caso de violência contra a mulher, denunciasse. Todo mundo aplaudiu. Eu emendei a fala final dizendo que o mais importante era dizer para os homens não agredir mulheres, tanto fisicamente como verbalmente, que se eles tivessem algum problema em controlar a raiva podiam procurar ajuda psicológica para ser tratado. E sabe o que aconteceu? RIRAM. A maioria dos aprendizes, mulheres e homens, riram quando eu disse isso. Em todas as turmas. Aqueles risos baixinho de deboche. Como se eu tivesse dizendo um absurdo, que se eu fosse agredida a culpa seria minha, não do homem. E riram mais ainda quando o meu colega de grupo disse que homens também sofre agressão domestica. Riram mais ainda quando eu disse que o corpo da mulher é somente dela e eles não tinham direito de invadir o espaço da mulher. Só em uma turma aplaudiram e apoiaram quando dissemos essas coisas. O resto só foi aplaudir de novo depois que o outro colega terminou de tocar violino.”
Minha respostas: “Existe: RESPEITO! Falar esse tipo de coisa para uma mulher desconhecida na rua é agressão, não elogio.”
Horrível! Não é invertendo os papéis e objetificando os homens que vamos mudar as mentalidades. Vanish, perdeu uma freguesa!
Eis um bom exemplo de um sujeito que não entendeu BOSTA NENHUMA do que é que estamos falando: https://www.facebook.com/kalandar.berkhnam/posts/498054936923539
Não é bem assim, gays e trans também passam por isso, mas valeu.