Cantada 415

415 – “Ontem meu momento irritação veio com muita vontade de chorar e sumir desse mundo louco. Eu tava na calçada com minha mãe, meu irmão, e uma amiga. Eu era a única que estava em pé e tava concentrada no celular. Passou um homem, e minha amiga disse : você ouviu? Nisso ele para a uns metros de distâncias de nós. Ai eu:Não, o que foi? Ela: Ele começou a olhar pra você e cantar, empinadinha, empinadinha, empinadinha. Eu: Aaah foi, se eu escuto, mando tomar no c_ fácil, e olhei pra ele, e ele abaixou a cabeça e voltou sem nem olhar pra gente. Ai meu irmão pergunta o que foi, e eu falo. Meu irmão olha pra mim, me condena e diz que ainda posso ser processada por estar falando isso com as pessoas, ele estava apenas cantando e não necessariamente era pra mim, “ele não pode mais cantar?” Me chamou de louca , que eu eu não posso sair por ai falando nada com quem me canta, porque eu não terei como provar o que foi falado. FAZ-ME RIR, né?! Eu fechei com a cara dele mesmo. Fiz, faço e farei sempre que precisar. Essa cultura de paz não cola comigo, todas as vezes que uma cantada me ferir gritarei. Machismo não se combate com cultura de paz. Logo depois tive vontade de chorar muito, mas engoli meu choro. Cheguei a conclusão, meu irmão é machista, compactua com machistas, e ainda deve fazer isso com as mulheres na rua (talvez por isso minha vontade chorar).”
The Sexy Lie: Caroline Heldman at TEDxYouth@SanDiego Como a objetificação da mulher acontece.