Cantada 468

468 – “Totalmente ”emputecida” venho lhes contar o que acabei de ouvir da minha sogra. Acabei de almoçar com ela, e no meio do almoço, o celular dela toca. A conversa: ”Oi Fulana, pode falar sim”(Fulana: cunhada dela, esposa do irmão mais velho), ”Nossa, sério? Não acredito. Achei que ele tava fazendo o tratamento.”(Tratamento: psicológico pois ele é muito violento com essa cunhada e bate nela). ”E o Bruninho, viu? Como ele tá? Meu Deus que absurdo… É foda mesmo”(Bruninho: o filho do casal, de 9 anos). ”Ai Fabi, não sei o que te falar. Pega e vai pra casa dos teus pais, é o melhor a se fazer. O Bruno não precisa ver isso, acho que o Fulano nunca vai mudar mesmo”, ”O que? Polícia? Tu tá louca?”, ”Sim, louca! Não, tira isso da tua cabeça! Tu não tem nada que denunciar. Tu gostaria que a tua mãe te visse ir presa, sim ou não?”, ”Ah, não? Pois é, a minha mãe não merece isso! Tu vai acabar com a nossa família, tu não precisa fazer isso!”, ”Olha, quer saber, depois a gente conversa, tchau”. SIM GALERA. O irmão dela quebrou a cunhada a pau, pelo o que ela me contou rolou nariz sangrando e tudo, e ela ficou ”chateada” com a cunhada porque ela quer denunciar, porque se ela fizer isso, vai ”sujar” a imagem do irmão dela, e vai deixar a mãe deles ”decepcionada”. Me poupe. Falei que isso é covardia e que ela tem que denunciar SIM! Que melhor ter um filho na cadeia, mas pelo menos aprendendo que pra cada ato se tem uma consequência, do que um filho espancador de esposas livre pra fazer isso com a próxima! Tô chocada!”