Cantada 472

472 – “Fui com uma roupa que, sim, era justa, mas só deixava os braços e metade da perna de fora pra academia. Estava andando quando um senhor em um carro me disse algo que não ouvi porque estava de fones. Ele deu a volta e voltou a falar comigo. Ignorei. Vendo que ele daria a volta novamente se continuasse me vendo entrei num mercadinho com medo. Saí de lá e fui pra academia. Quando estou saindo de lá mais de meia hora depois o cara apareceu novamente me seguindo. Me ofereceu carona e eu disse um sonoro ‘NÃO!’, claro, preciso e assertivo. Ele continuou me assediando entre ‘princesas’ e ‘amor me dá um minuto’ até que, com medo de ser seguida até a porta de casa, disse que chamaria a polícia se ele não parasse de me seguir. Enfim foi embora. Não me senti nada bem, nada lisonjeada, fiquei com medo, constrangida e assustada. Mas vai ter um idiota sempre pra falar ‘se ninguém der em cima ficaria chateada’. Não ficaria não. Aliás, ficaria muito bem obrigada, sem vivenciar esse assédio horroroso na rua em plena luz do dia.”