Cantada 477

477 – “Olá gente, eu curti a página faz um tempo mas nunca tive muita coragem de ler os posts completos, acho que essa situação é tão degradante para quem passa que me sentia mal o suficiente para não conseguir ler… Bom, infelizmente se você não vai de encontro com a verdade, ela vai de encontro com você. Eu nunca tinha presenciado coisa parecida. O quão repugnante é o olhar de que importuna dessa forma. Hoje na espera do ônibus para casa, agora próximo as meia noite, vi se aproximar de uma moça um cara com uma voz asquerosa, arranhada, repetindo perguntas íntimas que não pareciam ter propósito algum: “quantos anos você tem? É casada? O loko, novinha… mora com a mãe?” E mantem um OLHAR FIXO na moça, isso me incomodou de tal forma que aqueles minutos pareceram horas… Infelizmente eu não pude tomar nenhuma posição, me envergonho muito de não ter ido lá perguntar se “Esse moço tá te incomodando?”, e algo do gênero, ele não era especialmente forte, e era bem baixo, mas era bem mais velho que eu. Nunca me senti tão impotente, não por sofrer isso que considero uma VIOLÊNCIA, mas sim por não poder ajudar, ou por não ter tido a coragem. Eu não sei o que é o certo a se fazer em uma situação dessas, como minha vó me diz: “Tem que virar pro lado e fingir que não tá acontecendo, não é com você, uai”. Diz a senhora que deve ter passado por situações não tão felizes com o marido, do qual já se separou faz tempo. Eu nunca me senti tão conectado com essa situação antes, e acho que agora nunca mais terei vergonha, ou medo, de dizer que sou um Feminista, e AFIRMO que Sociedade aceita muitas situações desrespeitosas e violentas como partes normais da nossa cultura. Nenhum homem deveria considerar isso um comportamento normal para com uma mulher…” Guilherme Gusmão de Freitas
Isso afeta as mulheres diretamente, porque a maioria das instituições religiosas prega uma menor autonomia para as mulheres.