Cantada 494

494 – “Outro dia saí com um grupo de pessoas num restaurante, e um rapaz, vamos chamá-lo de X, não parava de me “cantar” de um jeito muito grosseiro. Tinha conhecido o X na noite anterior e ele já tinha começado a dar em cima de mim, mas na noite anterior tinha sido mais “suave”, nem cheguei a me incomodar. Mas então no dia seguinte ele passou dos limites da maioria dos tarados que me assediavam na rua. Ok, ele falava que eu era linda e procurava aprovação dos homens em volta. Eu tentava ser educada, até ele ter a cara de pau de dizer exatamente isso (e outras coisas daí pra baixo): “Que bundinha linda que tu tem, hein, que vontade de dar uns tapas!”. Assim. Na frente dos outros homens que estavam junto. O constrangimento e desconforto foi geral, nem eu nem os outros homens mandamos ele à merda só pra não deixar o clima mais pesado, acredito, porque eu vi o olhar de desaprovação deles (ainda bem!!!). Um deles até veio falar comigo sozinha depois, me mostrou uma preocupação que me fez recuperar a esperança nos homens.  Eu reclamei sobre isso com as meninas que já o conheciam há mais tempo, e que resposta eu recebi? “O X é assim mesmo, ele só tá brincando!”.”