Cantada 532

532 – “Outras historias de BH… Dia desses fui com meu cão comprar ração para ele no Mercado Central. Descendo a Av. Augusto de Lima, quase duas hora da tarde. Cerca de 10 homens estavam sentados no canteiro entre as duas direções da avenida e começaram a gritar “que cachorrinha gostosa, vem cá cachorra” e imitando latidos. Lógico que os latidos e “cantadas” não eram para meu cão e sim para mim, e eles ainda falaram outras coisas. Fiquei morrendo de medo, mesmo sendo em horário movimentado eles fizeram isso, gritaram essas coisas. E se estivesse um pouco mais a noite? E se a rua não estivesse cheia? Eram quase DEZ homens contra uma moca e seu cão (o qual eu tentaria proteger de todas as formas possíveis). Em vez de as pessoas da rua ficarem olhando para os caras, elas ficaram me encarando como se eu tivesse feito algo de errado!   Hoje a noite, novamente passeando com meu cão na mesma avenida, em frente ao prédio Maleta, um homem começou a falar “Troca de lugar comigo, cachorrinho. Nossa eu queria ser esse cachorrinho só para ter essa dona! Essa sua dona é diferenciada, olha a pose dela, toda elegante”  Sei que nessas situações eu não estava errada, não fui eu quem agrediu os babacas, mas ainda assim fico procurando atenuantes para mim (e não agravantes para eles) do tipo: eu estava de calça comprida, blusinha larga, tava de boa passeando com meu dog, será que eu fiz algo que demonstrasse estar aberta a esse tipo de abordagem??  As vezes eu até xingo uns babacas desses, mas nessas duas ocasiões fiquei com MUITO medo (por mim e pelo meu cão- sou dessas) e não consegui nem me expressar, queria simplesmente sumir da vida.”