Cantada 539

539 – “Ontem umas colegas de trabalho estavam falando sobre um ex-colega ‘tarado’ que tínhamos, e que eu odiava, porque era daquele tipo que para a noiva baixa a cabeça, e na frente dos colegas de trabalho é o bonitão, que fazia piadinhas machistas. E ele dizia para todo mundo que gostaria de me agarrar, que eu era ‘brabinha’. E minhas colegas mulheres (!) perguntaram o que eu faria caso ele fizesse isso. Disse que me debateria e chamaria a polícia, processava, botava na cadeia. Elas disseram que achariam ‘muito engraçado’ se ele fizesse isso, que elas iriam morrer de rir. ‘E se a pegada fosse boa?’, elas perguntaram. Eu não achei graça, jamais acharia se fosse com elas. Já pensou, alguém que tu detesta encostando em ti? E todo mundo ainda veio com um papinho de que ‘eu tinha implicância porque era apaixonada por ele’. As pessoas romantizam cada coisa nojenta! Fiquei triste e não consigo conversar direito com minhas colegas de novo. Fiquei com nojo, medo, não sei. Fiquei sem reação. (P.S.: o dito funcionário foi demitido no fim do ano passado porque foi flagrado roubando dentro da empresa – e ainda enrolou a noiva por semanas, passando o dia fora de casa e dizendo a ela que ainda estava trabalhando. Confesso que estava mesmo perdidamente apaixonada por tanta ‘virtude’).”