Cantada 542

542 – “Vim contar meu caso, mas não é bem algo que se enquadre na página. Aos 11 anos, fui a um parque de diversão da cidade, numa excursão da escola. Eu era BV  [=boca virgem] e muito tímida, por ser um ano mais nova que as meninas da minha sala, me sentia meio deslocada. Todas as meninas de 12 já tinham beijado, e eu ainda gostava de brincar. Esse parque sempre foi um point de paqueras, e com quanto mais você ficava, mais bonita e popular você era. Eu só queria brincar, quando no final da noite, quase indo embora, um garoto de uns 20 anos veio falar com uma amiga minha, ele queria ficar comigo. Eu disse que não, ele era alto, eu nem o conhecia, não queria beijar o primeiro que aparecesse. Elas me perguntaram o porque, e eu não disse que era BV por vergonha. Depois de muito insistir e eu dizendo não, tentei sair, mas minhas amigas me empurraram em cima dele e ele me agarrou. Tentei fugir, mas não consegui, queria gritar, mas ele enfiou a língua na minha boca. Foi um beijo violento e muito, muito nojento. Não gosto nem de lembrar. Sei que parece um caso bobo, mas ainda me machuca lembrar disso. E até hoje tenho repulsa por beijos muito violentos, ando na rua com medo disso acontecer comigo de novo. Hoje tenho 16 anos e eu nunca falo disso com ninguém, por medo de me acharem boba.”