um grupo de “homens” começaram a dizer atrocidades – Cantada 712

712 – “Gostaria de relatar um assédio que me fizeram pois vi nesta página que não sou única, e fiquei com vontade de contar uma história minha. Quando eu tinha 12 anos (hoje tenho 13, não faz diferença), eu estava em uma praia com minha irmã e minha mãe, quando um grupo de “homens” começaram a dizer atrocidades. Fiquei com medo, eu me senti como se eu estivesse num leilão onde os participantes eram lobos famintos, não sei bem como explicar. Apesar de os tempos serem outros e as meninas da minha idade aparentarem ter 20 anos, não tenho “corpo”, não sou “sexy”, não cuido do meu cabelo e eu não estava aparentando ser adulta, tenho certeza. Eu fiquei com uma raiva inexplicável, e a vontade que tive foi de extravasar toda minha raiva de cantadas anteriores (sim, desde que eu era bem criança) na cara de cada um deles, mas eu sei que isso seria loucura. Fiquei com um nojo extremo, eles eram pedófilos…! Quase chorei. A raiva foi tanta que nem ouvi bem o que eles disseram, mas sei que foram coisas horríveis. Me sinto muito triste pois minha família toda é machista, e isso ajuda na minha depressão. Minha mãe me mandou calar a boca, pois eles estavam bêbados. Aquilo acabou meu humor, eu não mais me sinto pura. Já me sinto metade mulher, metade adulta, sabe? Tenho que lidar com isso desde sempre, e ninguém da a mínima. Ninguém se importa. Meu pai me defenderia como “alfa”, como um ciumento, não porque ele acha isso errado. Nunca vou me sentir livre enquanto isso acontecer. É machismo, é assédio, é pedofilia, não foi estupro pois era dia e era em público. Isso é uma perturbação, são homens inseguros e doentes, que não tiveram carinho, atenção e educação dos pais, se é que o tiveram, e se tornaram os doentes que são. Não quero ridicularizar nenhum homem que canta crianças, pois eles mesmos o fazem, mas sim, aconselhá-los a se olharem em um espelho, e tentarem aguentar seu próprio cadáver na imagem. Procurem se achar, procurem pela suas mentes, procurem pelos responsáveis por terem roubados suas respectivas inteligências. Percebam, “homens”, que isso é traumatizante. Nós não temos que lidar com essa babaquice não-pensada com duração de alguns segundos vinda de animais como vocês, não estamos no paleolítico. Não achem que esse tipo de estupidez te garante sexo no fim da noite. Mulheres, não fiquem caladas! Não deixe que fique imune! De “tudo bem, não fui agredida sexualmente” com “tudo bem, não fui agredida sexualmente”, chegaremos no “foi só um estupro seguido de casamento forçado”.”