E se eu estivesse sem roupa? – 2062

Eu era criança de 8 anos, talvez, e meu primo tinha 11 ou 12. Era um primo distante que nunca havia conhecido. Meu tio-avô, avô dele, veio visitar a família e trouxe ele junto pra nos conhecer e conhecer a cidade. Ele era metido a engraçadão, como todo pré-adolescente e, não entendia porquê, me tratava como se eu fosse uma irmã mais nova, ou seja, me enchia o saco, mesmo que eu fosse a neta da anfitriã da casa.

Uma manhã nos deixaram sozinhos e saíram. Eu fui deitar na cama da minha mãe e ele entrou no quarto. Eu estava coberta até o pescoço e ele começou a me perguntar se eu estava pelada. Eu ri e disse: “Claro que não!” e ele começou a falar: “Duvido! Deixa eu ver!” e começou a puxar o lençol, apesar das minhas negativas e de eu tentar puxar o lençol pra cima.

Quando ele puxou o lençol e viu que eu estava vestida, soltou um “Ah!” decepcionado e começou a fazer movimentos que hoje sei que eram movimentos do quadril de uma relação sexual. Ele não chegou a me penetrar, mas hoje entendo que se aproveitou da situação e me pergunto: “E se eu estivesse sem roupa?”.
Nunca contei pra ninguém.