Ele começou a passar a mão na minha coxa – 710

710 – “Não é cantada mas é assédio, de qualquer forma. Quando eu tinha 13 anos, estudava perto de um cemitério. Às vezes eu chegava cedo demais na escola e, como era introvertida e não tinha muitos amigos, não gostava de ficar conversando com colegas na porta do colégio. Sempre sentava em algum banco no cemitério e lia algum livro, ouvia música, estudava ou fazia lição. Um dia, um senhor aparentando uns 50 anos e inofensividade, se aproximou de mim e começou a conversar comigo. Falamos sobre religião, escola, mas nada que me fizesse desconfiar daquele homem. Em um certo ponto ele começou a falar sobre “pessoas que fazem sexo no cemitério” e me perguntou se eu tinha vontade. Ele começou a passar a mão na minha coxa e virilha. Eu peguei minhas coisas e levantei rápido, então ele me agarrou pelo braço. Eu estava longe do portão mas conseguir me livrar dele e sair correndo. Logo quando saí, dei de cara com uns colegas de escola do sexo masculino e bem mais velhos, e tive que cumprimentá-los. O homem então saiu pelo portão do cemitério e eu fiquei petrificada. Ele viu que eu estava conversando com homens, deve ter ficado com medo e saiu correndo. Não consegui contar a verdade pros meus amigos, nem pros meus pais. Me senti suja pelas mãos dele, nojenta e até culpada. Chorei bastante mas hoje eu superei e percebi que nada daquilo foi culpa minha.”