ele veio tentar me beijar, e eu falava que não queria – 818

818 – “Esse caso não é uma cantada de rua, mas é um caso triste de assédio dentro da minha própria família, e não tenho pra quem contar. Estou sendo assediada pelo meu próprio primo. Nos vemos pouco, pois ele mora em outra cidade. Quando ele vem pra cá, acabo dormindo na casa da tia dele. A mãe dele, minha tia, sempre coloca a gente pra dormir no mesmo colchão, e o irmão dele fica no sofá. Ela sempre repete “Não tem nada demais dormir junto! Eles são primos!”. Mas das duas últimas vezes que eu tive que dormir com ele, ele tentou me agarrar a força. O irmão dele sempre dorme antes, e eu fico acordada vendo tv.
Na primeira vez, ele veio tentar me beijar, e eu falava que não queria, que não podia. Então ele começou a passar a mão pelo meu corpo, e por mais que eu falasse que não queria e tentasse tirar as mãos dele de cima de mim, ele continuava. Eu tapava a boca dele com a mão, e ele, por cima de mim, ainda tentava me beijar.
Da última vez, ele começou a passar a mão na minha cintura, e eu tirava, e falava que queria dormir. Ele não aceitava meu não e perguntava por quê.
E eu insistia que não queria, e ele insistia em passar a mão em mim. Estava um calor infernal, eu estava de calça, e tive que me cobrir com edredom pra ele não tocar mais em mim. E mesmo assim ele continuava tentando, pedia pra se cobrir junto comigo.
Agora, ele está pedindo fotos minhas. Fotos nuas. Disse que se eu mandar, ele me manda também. Ele vive me chamando pra ir pra praia, onde ele mora, e eu nunca vou, porque não o suporto.
Eu era bem ingênua, agora que estou conhecendo o mundo, e entendi que não posso ficar mais quieta. Meu amigo me orientou a dizer que não quero mais dormir com ele, e se for o caso, acordar alguém pra ele parar.
Fico muito chateada, pois é meu primo, sangue do meu sangue, e não me respeita. Imagino o que ele faz na balada quando uma menina diz não pra ele. Sinto nojo e vergonha por ter um primo assim.”