esse cara chega por trás de mim, do nada, e aperta a minha cintura – 848

848 – “Oi, queria contar um caso que me deixou muito mal hoje: Eu estava no trabalho, era um dia normal e estava fazendo minhas atividades de sempre. Precisei fazer uma impressão, mas onde trabalho as impressoras ficam do lado de fora da sala, num corredor. Quando mandei a impressão meu computador me mandou um aviso dizendo que o papel estava preso, como as impressoras são meio velhas e o papel atola com uma certa frequencia, eu nem peço mais ajuda e me resolvo sozinha. Saí da sala e fui até o corredor, lá encontrei a moça de uma outra sala que também havia mandado uma impressão e ela disse que já havia chamado o cara que normalmente chamam para consertar isso, eu continuei a olhar a impressora, distraída, de costas para a passagem, quando esse cara chega por trás de mim, do nada e aperta a minha cintura com as duas mãos. Eu sou magrinha, então ele quase fechou a minha cintura com as duas mãos e com força! Primeiro eu tomei um susto, pois não estava esperando isso, depois, quando me toquei quem era e o que ele havia feito, eu fiquei extremamente constrangida, me senti invadida, me senti mal, enquanto ele riu do susto que eu levei. Se no dia-a-dia eu já me sentiria incomodada se me tocassem assim, imagine no ambiente de trabalho, onde eu nunca dei esse tipo de liberdade, não sou amiga desse cara e não converso com ele nada além do necessário para o trabalho.
Para muitas pessoas pode não parecer nada, pode parecer uma brincadeira, mas eu não achei graça, eu me senti mal, eu voltei para a minha sala, me sentei na minha mesa e não consegui mais olhar na cara do cidadão o resto do dia. Eu nunca havia passado por isso nesse emprego, sempre me senti muito segura lá, muito respeitada. Contei a uma amiga que disse que eu deveria contar a alguém, à minha supervisora, mas eu não sei o que falar a ela, nem como começar a falar. Eu mesma sempre digo para as mulheres reagirem, contarem para os outros, fazerem escandalo e eu mesma faço isso algumas vezes, mas dessa vez eu não consegui reagir nem contar para ninguém, me senti envergonhada na verdade, e mal, muito mal.”