Eu não revido ao assédio por medo de ser punida por revidar. Afinal “mulher não tem voz por ser mulher.” – 2092

Depois de quase 10 horas de expediente, tomo meu rumo pra casa, achando que nada mais me afeta depois de um dia cansativo de trabalho. Até o momento em que um babaca se acha no direito de me dirigir a palavra com uma cantada barata (entenda como eufemismo para “assédio”)! E não revido, embora a vontade fosse de enfiar um soco no meio da cara do sujeito, afinal, se esse sujeito resolvesse fazer algo comigo em razão do meu ” revide”, a culpa de tudo seria minha, pois quem mandou reagir né? Quem mandou ser mulher? Quem mandou estar usando vestido? Até quando teremos que passar por isso?