me assustei só dele fazer uma pergunta! – 1956

1956 – Alguns anos atrás, quando eu estava no segundo ano do ensino médio, eu estava voltando da reunião da escola pois sempre fui coordenadora de classe e me dei muito bem com a diretora. Não era muito tarde, no máximo oito horas da noite; estava na esquina de casa quando meu celular tocou e fui atender. Logo parou um cara perto de mim com cara de ‘malandro’ cigarro na mão, braço esquerdo enfaixado. Tremi toda, esperei ele dizer algo pois estava em choque, pensando o pior! Ele perguntou se eu sabia onde era tal local, pois ele era novo na cidade e não conhecia. Me acalmei e expliquei; ele pediu desculpas se havia me assustado, que não pretendia me machucar. Em lágrimas eu disse “me desculpe você, por eu pensar o pior, mas a gente nunca sabe!” Ele sorriu com sinal de quem havia entendido, me agradeceu e disse, “vai com Deus.” Me sinto mal pelo preconceito, mas eu não fiz por mal! Quem vê cara não ve coração!