me perguntou se eu me importaria dele se masturbar ali – 1269

1269 – Moro em Barueri, na grande São Paulo e estava voltando de uma viagem em novembro de 2013, com uma mala grande, bolsas e pacotes. Na Estação Armênia peguei um ônibus executivo que faz a linha São Paulo – Alphaville – Barueri, por volta das oito e meia da manhã de um dia de semana. Como estava com as bagagens fui para o fundo do ônibus e lá tinha uma fileira com cinco poltronas. Coloquei minhas malas na poltrona da janela do lado direito do ônibus e me sentei na poltrona ao lado, ficando vagas a poltrona do meio e as outras duas poltronas do lado esquerdo. Eu estava super cansada e cochilando pois tinha viajado a noite inteira, estava com um blusão de moletom comprido e calça jeans e tênis. No meio do caminho entrou um cara que se sentou na poltrona da janela do lado oposto ao meu. Olhei para ele vagamente e vi que estava com uma blusa de moletom com capuz e que era moreno. Virei para o lado e continuei cochilando. Depois de um tempo ele me chamou e me perguntou algo sobre até onde eu iria no ônibus. Respondi que iria até o ponto final pensando que ele queria alguma informação, já que o Alphaville é um grande polo de empregos atualmente, mas ele não fez mais nenhuma pergunta relacionada com isso e virei novamente para o lado e fechei os olhos. Passados alguns minutos chegamos no Alphaville e a maioria das pessoas começaram a descer do ônibus e ele novamente me cutucou para perguntar alguma coisa. Eu já estava ficando irritada com a situação e olhando para o corredor vi que só tinha mais umas duas, três pessoas no ônibus, incluindo um rapaz sentado na poltrona na minha frente.

Aí, do nada, o cara me perguntou se eu me importaria dele se masturbar ali. Eu fiquei em choque, respondi que não queria saber dessas coisas e fiquei sem reação. Na hora pensei em fazer um escândalo, mas olhei para ele e fiquei com medo dele estar armado, pois ele estava com a mão embaixo do moletom. E ele simplesmente colocou o pênis para fora e começou a se masturbar. Eu virei o rosto para o lado, mas fiquei ouvindo o barulho. Eu queria sair dali, mas estava cheia de bagagens. Então o rapaz que estava sentado na minha frente se levantou para descer e eu me levantei imediatamente e pedi a ele para me ajudar a levar as malas para a frente do ônibus. Ele me ajudou e me sentei em pânico na primeira poltrona. O cara se levantou também e desceu no mesmo ponto do outro rapaz, não sem antes passar por mim me encarando. Eu contei para o motorista o que tinha acontecido porque neste ponto desceram todos os passageiros e só fiquei eu e o motorista. Ele me pediu a descrição do cara, mas o cara já tinha sumido. Eu desci ali mesmo e peguei um táxi para minha casa. A única coisa que me passava pela cabeça é que eu poderia ter sido estuprada às 9 horas da manhã em um ônibus utilizado basicamente por pessoas que trabalham no Alphaville, e que eu considerava até então, um meio de transporte seguro.

Bom, restou o trauma e agradecer por não ter acontecido nada pior.
A pior coisa nessas situações é que perdemos o poder de reação, parece que nosso cérebro paralisa nosso corpo. Espero nunca mais passar por situação semelhante.

E ainda tem gente que acha que só mulher com roupa curta é que é assediada ou estuprada….