me puxou para um escritório e trancou a porta – 875

875 – “Foi ao ler diversos casos (especialmente o do cemhomens.com) que me lembrei de um acontecimento há alguns anos que não sei que palavra usar para caracterizar. Bom, fui a um show com minhas amigas e uma delas queria ficar com um menino que já era um rolo antigo, mas que andava meio sumido, e que estava com um amigo bonitinho. Depois de beber um pouco (na verdade era bastante), fui falar com esse tal menino alguma coisa sobre ele e minha amiga, que eles deveriam tentar outra vez e que ele poderia aproveitar e arrumar o amigo bonitinho pra mim. Alguns minutos depois os dois apareceram e ficamos de casal até o final da festa. Eles insistiram em nos dar uma carona que acabou virando um after na casa desse menino que eu tinha ficado. Não estávamos só em casais, tinha bastante gente até, e estávamos conversando na varanda. O tal menino me chamou para ajudar ele com alguma coisa na cozinha, e de lá me puxou para um escritório e trancou a porta.
Eu queria ficar com ele sim. Aceitei passadas de mãos na bunda e no peito. Até que ele me fez um convite para ir pro quarto dele, que eu neguei, deixando-o revoltadíssimo. Foi então que ele abriu o zíper da calça e quando dei em mim ele estava me obrigando a chupá-lo. Eu não queria, eu nem sabia o que fazer, e me deu vontade de chorar. Não chorei. Foi em meio a algumas coisas que ele falava no meu ouvido que eu levantei do sofá e disse que achava melhor a gente voltar pra varanda. Ele me aconselhou ir na frente, porque precisava ir no banheiro “terminar o trabalho que eu não tinha terminado”. Minhas amigas me olharam com aquele olhar de “você é uma safada” e os meninos fizeram piadinhas. E eu só queria chorar.
O querido contou pra todo mundo o que aconteceu e eu neguei a minha vida inteira. Ainda nego quando perguntam. Ninguém ia acreditar que não foi minha culpa, afinal, eu que quis ficar com ele, eu que estava bêbada e eu que não fiz nada quando ele trancou a porta e me forçou a fazer algo que eu não queria. Lidar com o depois foi mais difícil do que eu imaginava, porque até mesmo meus melhores amigos duvidavam da minha negação. E eles estavam certos, o que ele tinha contado realmente aconteceu. A primeira vez que eu o vi depois do ocorrido, tive um surto de falta de ar, e fui pra casa inventando alguma desculpa. Nas duas outras vezes que o vi, eu havia me preparado e bloqueado o acontecido para que não viesse à tona na minha mente; não queria deixar de viver a minha vida por causa dele. Consegui me controlar e me controlo até hoje. Nunca contei o que realmente aconteceu nem como me sinto sobre isso. Até agora.
Recentemente ele apareceu como sugestão de amigos no Facebook e resolvi clicar no perfil. Ele está namorando.”