Meu primo estava com as mãos nos meus peitos! -1166

1166 – Posso desabafar por aqui?

O carnaval está chegando e como de costume, vou comemorar numa pequena cidade do interior de minas, onde mais da metade da população é meu parentesco, rs. Mas esse ano essa viagem me traz um possível reencontro que me dá nos nervos.

Isso porque, a pouco tempo atras (no reveillon) lá estava eu, na cidadezinha da minha vovó curtindo a vida adoidada sem me preocupar com nada até porque como eu já disse, mais da metade da pop. é meu parentesco. Enfim, certo dia voltei mais cedo de uma festa familiar no sitio porque estava com cólica e aproveitei pra passar o resto da tarde estirada no sofá e assistindo televisão com minha avó, estávamos sozinhas. Enquanto eu tentava relevar cada frase de efeito do Datena e as pontadas de dor no meu abdome, meu primo ( vou nomeá-lo de P. ok?) e mais uns dois amigos chegam exalando a cerveja. Eles preparavam algo pra comer na cozinha enquanto P. ia fazer uma social com a minha avó na sala.

Eu estava quase pegando no sono e brevemente todos aqueles pequenos infortúnios iriam embora, se não fosse pelo meu querido P. Ele se sentou no braço do sofá em que eu estava deitada e começou a bagunçar o meu cabelo, normal que primo mais velho não fica enchendo o saco dos mais novos né? Falei pra ele parar de encher e ele voltou pra cozinha. Pouco tempo depois ele retorna e faz a mesma brincadeirinha sem graça, só que dessa vez ela se transforma lentamente num cafuné. Ele sai novamente, dessa vez volta mais rápido do que o normal e prossegue no seu meigo cafune que me deixa ainda mais sonolenta. Sua mão descia ao mesmo tempo que meu sono chegava.

 Acordo em um pesadelo, suas duas mão estão nos meus dois peitos! por baixo da roupa mesmo, pele com pele e o mais impressionante, ao lado da minha avó!!!!!! Na hora não soube o que fazer, se fosse um cara X eu até imaginaria, mas não, era meu primo cara, uma pessoa da família, nunca tive muito contato com ele, mas ainda assim sabe? Gritei mandando ele ir se fuder, mas não foi como planejado, pois minha voz não saiu por completo. Ele voltou pra cozinha e eu me fechei no quarto. Dado um tempo ele entrou no quarto, ainda mais fedido e pedindo desculpas, dizia que não resistia, que aquela saia que eu usava tirava ele do sério e… ai não sabia o que fazer, nem o que falar, minha cabeça estava num transtorno e minha garganta não produzia nenhum som significativo. Insisti por muito tempo pra ele sair do quarto, mas ele não-ia e se aproximava cada vez mais. Só saiu com a condição de que eu não contaria pra ninguém, que porre.

No dia seguinte, nao sai da cama e minha mãe insistia pra que eu fosse passear com ele. Tive que desabafar tdo pra ela, que ficou puta alias, queria arrancar os dedinhos do pobre tarado e repetia que era tudo culpa desse meu jeito promiscuo:)

E agora eu to aqui, numa indignação em sem onde descontar e já preparando minha fantasia de freira para o próximo bloco