Na fila do banco o cara ficava ‘esbarrando’ em nós – 624

624 – Pessoa desconhecida que quer “tirar lasquinha” ou chamar atenção se encostando, isso também é invasão.  Um dia na fila do banco, eu e minha irmã estávamos aguardando nossa vez, tinha muita gente e a demora foi enorme. Durante esse tempo um homem que estava atrás da gente não parava de olhar e sempre dava um passo em nossa direção, mesmo sem a fila andar, acabava por esbarrar na minha irmã, hora encostava a perna, hora encostava o ombro… Daí comentei com ela sobre o fato das pessoas numa fila às vezes não respeitarem a bolha invisível que cada um tem e que parecia custar muito as pessoas ficarem a um passo de distância. Mas a cada passo que ele dava eu ficava de olho na atitude dele, até eu comentar com minha irmã sobre ele e ela achar o mesmo que eu, que ele estava com más intenções. Ficou nessa de sempre se aproximar mais e ainda tentava esbarrar de propósito, passado um tempo e a gente observando, eu tomei o lugar dela e coloquei o cotovelo atrás da minha bolsa, para dar uma pequena distância de mim e para ver o quanto ele tentaria se aproximar e se aproximasse iria esbarrar na bolsa e não em mim. Foi exatamente o que ele fez, esbarrou na bolsa e ficou esfregando o corpo dele na bolsa mesmo. Eu não aguentei, já estava completamente irritada com ele e falei: – Vem cá, estamos numa fila que tá parada há uma hora, quero sair daqui, tô cansada e você não para de andar e ainda fica tentando se encostar na gente, tu quer o que hein? Não tem vergonha não? Tu pensa que eu sou idiota e não tô vendo? Ele respondeu: – O que você tá dizendo? Você é louca? Eu continuei: – Será que não dá pra você ficar quieto no seu lugar na fila e deixar a gente em paz, tem muito espaço aqui pra você ficar encostando na gente. Mais uma vez ele respondeu: – Eu encostando em vocês? Vocês estão cheias de bolsas aí para impedir, eu não tô fazendo nada não. Tá estressada? Respondi: – Engraçado como você não tá fazendo nada e sabe que está esbarrando nas bolsas né? Ele continuou: – Essas meninas são loucas, vocês sabiam que acusar sem provas é crime. Eu poderia falar com o banco e pedir as gravações, para processar vocês!! Respondi novamente: – Então peça! Ele se virou e ficou resmungando e deu um passo pra trás, não falou com segurança nenhum do banco. Ninguém disse um ai e ainda ficaram olhando a gente com caras estranhas de espanto e reprovação. Saímos do banco morrendo de medo, pegamos a moto da minha irmã e saímos tremendo de lá, pra piorar um carro ainda bateu de leve na gente porque o motorista não conseguiu esperar a gente sair do estacionamento. Com as pernas tremendo, minha irmã tentou sair mais rápido do estacionamento e não conseguiu, mas estava com roda dianteira já do lado de fora, mesmo assim o motorista do carro que estava parado, decidiu passar. Graças não aconteceu nada, nem paramos pra olhar se quebrou algo, só seguimos sem olhar pra trás o mais rápido que podíamos. Nosso medo foi porque respondemos, o normal sempre é ficar calada e quando decidimos responder, o medo de que algo pior aconteça sempre nos toma. Não sabíamos o que cara poderia querer fazer depois, afinal devia estar se sentindo humilhado sei lá. Pode parecer idiotice reclamar de um cara esbarrando na fila, mas eu acho que as pessoas devem sim respeitar o espaço de cada um. Não é porque estamos todos juntos num estabelecimento, numa fila que devemos ficar colados uns nos outros. Ainda mais quando se passar mais de uma hora num banco, deu tempo suficiente para nós duas vermos que as intenções dele eram exatamente roçar o corpo dele na gente. Tenho certeza que se fossem dois homens na frente dele, ele teria respeitado e mantido uma distância normal.